Resenha: É isso que eu faço - Lynsey Addario

quarta-feira, maio 11, 2016

 Sinopse: Lynsey Addario ainda tentava se estabelecer no fotojornalismo quando os atentados do 11 de Setembro sacudiram o mundo. Por ser um dos poucos profissionais da época com alguma experiência no Afeganistão, ela foi chamada para voltar ao Oriente Médio e cobrir a invasão americana. Foi quando fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades. As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes incompreendidos no Iraque, as aldeias incendiadas e os incontáveis mortos em Darfur. Expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia — uma história marcante que ganhou destaque na mídia internacional.

Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror. Testemunha de tantas insurreições, Lynsey sabe que não documenta apenas notícias, mas o próprio destino da humanidade. O que ela faz, com clareza, suavidade e beleza, é registrar a realidade muitas vezes em sua condição mais extrema. Mais do que um trabalho, isso é sua missão. Mais do que a história de uma vida nas linhas de combate, É isso que eu faço é um testemunho tocante do custo humano da guerra.

Recebi o livro "É isso que eu faço" e comecei a ler sem expectativa nenhuma. Achei que seria só um livro "ok". Fiquei muito feliz em me enganar completamente!
Lynsey Addario começa a narrativa contando como se tornou uma fotógrafa de guerra e como foi se apaixonando por esse trabalho perigoso e difícil. "É isso que eu faço" tem uma diagramação maravilhosa, repleto de fotos que correspondem aos momentos que ela vive. Fotografias de mulheres, soldados, crianças e idosos preenchem essa obra rica e única. 
Me peguei aflita em diversos momentos da leitura. Lynsey correu perigo inúmeras vezes, foi sequestrada e passou por momentos de tensão em quase todos os países que visitou, mas isso não a impediu de sacar sua câmera e registrar o que estava acontecendo. Ela pôs sua vida em risco em busca da foto perfeita, da foto que mostrasse a realidade do país em guerra, de um povo faminto, pobre, miserável.
E não é somente sobre a guerra que Lynsey conta os fatos, ela também fala sobre as dificuldades em ser uma mulher nesse trabalho, como balanceou sua vida, como conheceu seu marido e como manteve a família e os amigos enquanto estava do outro lado do mundo, correndo perigo.
Que livro fantástico! Não costumo ler livros desse gênero, mas isso serve para nos mostrar como é bom e importante sair da nossa zona de conforto e ler livros diferentes. Ah, e o mais legal de tudo? O livro vai virar filme! Jennifer Lawrence irá fazer o papel de Lynsey Addario. Acho que a escolha é muito boa, pois Jennifer é uma atriz incrível. Steven Spielberg vai dirigir. Nomes de peso, né? Estou muito animada para ver o livro transformado em filme!
"É isso que eu faço" é um must read. Mesmo se você não gosta de livros com essa temática de guerra, acho que mudará a sua visão do mundo, sei que mudou a minha. Me ajudou a entender o que acontece lá fora e como as pessoas são afetadas por isso. Uma das melhores leituras de 2016, posso afirmar com certeza!
Selecionei algumas fotos marcantes da fotógrafa!
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2 comentários

  1. nossa, a tematica é super bacana! a leitura deve ser tensa e emocionante ao msm tempo

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  2. Só pelas fotos eu já me interessei. A sinopse também mexeu comigo, adoro narrativas jornalísticas.
    https://souadultaagora.blogspot.com.br/

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